"As trevas estão cada vez mais perto,
minha vida está por um fio,
me dizem seja prudente, seja capaz,
mas não posso, pois minha paz fugiu.
A foice apunhalou-me por trás,
lágrimas não tenho pra chorar,
dor não sinto,
porque morri duas vezes,
a primeira por engano,
a segunda não me lembro o porque.
Agora a corda está em meu pescoço, o folêgo acabou,
os espinhos são meus amigos,
o inferno meu lar,
o penhasco me espera,
e não há como voltar,
o terror está a minha frente,
e eu tenho que pular,
fecho meus olhos para não ver a escuridão me alcançar,
eu só penso em voltar atrás,
mas eu me lembro,
que esperanças não tenho mais."
Poeta Revoltado --- © Copyright 2001 / 2006

